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Acidentes de trabalho são comuns em todas as profissões, contudo, é uma ingrata exclusividade que assola os carteiros de todo o Brasil, o ataque de cães. É pretendendo diminuir os índices desse tipo de acidente que os Correios lançam, em setembro, uma campanha de conscientização em sete estados com os maiores registros de ataques dessa natureza.
Durante a rotina, já cansativa, dos carteiros de todo o país é comum ter de enfrentar algo inusitado em outras profissões, mas, infelizmente, comum a estes profissionais: fugir do ataque de cães ferozes. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, embora tenha reduzido cerca de 13% nos últimos dois anos no país, o fato ainda figura em terceiro lugar no ranking de acidentes de trabalho da empresa. Alguns estados têm aumentado os já altos índices de ataques de cães a carteiros e dentre eles está o Rio Grande do Sul.
A campanha
Com o propósito de diminuir o número e a gravidade dos acontecimentos, foi lançada, em setembro, pelos Correios, uma campanha de conscientização nos sete Estados que registram grande quantidade desses ataques. Segundo a nota à imprensa, o mapeamento será feito pelo próprio carteiro que deve verificar as "zonas de risco". As casas inadequadas serão informadas por uma mensagem e terão um tempo para se adequar, conforme orientação. Ainda de acordo com a Assessoria, cada vez que um carteiro é atacado outros devem cobrir a área do colega.
As vítimas
Nádia Silveira, 31 anos, viveu essa realidade até ano passado, quando trocou de função nos correios, deixando de ser carteira. "Fui atacada duas vezes por cachorros. Um deles ficava na rua e mordeu minha perna, o outro, estava dentro de um pátio, mas, mesmo assim, mordeu minha mão", relata. O colega de profissão de Silveira, E. Mendes, 31, que trabalhou como carteiro no interior, diz que nunca foi atacado, pois escapava quando via algum cachorro pela rua. Porém, revela que, em alguns casos, a caixa para entrega da correspondência fica dentro do pátio aumentando ainda mais o risco para o carteiro. "A orientação é não entregar a carta nesses casos", informa.
Evitando o pior
Criar técnicas para fugir dos cães é a solução encontrada pelos carteiros. Nadia relembra de um colega que deixava o casaco preso ao lado da grade de uma casa, para enganar o cachorro, enquanto depositava o envelope na caixa do outro lado, "Só assim ele conseguia entregar a carta" conta ela. Mendes ri ao lembrar que na região onde fazia as entregas, tinha um cachorro muito grande e bravo. "Eu passava de bicicleta olhando, se ele estivesse no fundo do pátio eu entregava a carta correndo", comenta Mendes.
A campanha se estende até janeiro de 2009. As dimensões e orientações para o correto posicionamento da caixa coletora estão disponíveis no site dos Correios (www.correios.com.br), maiores informações a Assessoria de imprensa orienta que o morador busque a Unidade de Carteiros mais próxima de sua casa. |