No Rio Grande do Sul, diversos jogadores do basquete tradicional estão aderindo à nova modalidade . (Foto: Divulgação)
Antes, de mais nada, o que é o Streetball? É um esporte inspirado no basketball, que se originou nos EUA, entre jovens de comunidades mais pobres das cidades americanas. O Streetball tem uma ligação muito forte com os guetos e com a cultura da juventude. É uma extensão do basquete de quadra, em que se valorizam as habilidades criativas de cada atleta.
O Harlem, bairro de Nova York, se tornou celeiro do esporte no mundo. O time Harlem Renaissance percorria todo continente americano, disputando com equipes de diversas regiões. Desde então, o basquete de rua passou a se expandir em outros países, principalmente Canadá e França. No Brasil, a modalidade começa a ganhar espaço, Rio de Janeiro e São Paulo são palcos de verdadeiros espetáculos do evento. Nesses lugares, encontramos os principais jogadores de Streetball, que ao som do Hip Hop, fazem os seus giros e malabarismos desafiando a lei da gravidade. No Rio Grande do Sul, diversos jogadores do basquete tradicional estão aderindo à nova modalidade.
Diego Barbosa Martins, 27 anos, pratica basquete desde os dez. Nos finais de semana se reúne com outros esportistas no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre, para jogar Streetball. "É um esporte que permite maior liberdade para criar e improvisar jogadas, e com um número menor de atletas, facilita o deslocamento nas disputas", comenta Martins. Outro que se diz adepto do basquete de rua é William Antero Gomes, 16, que joga Streetball há aproximadamente um ano. Gomes afirma que falta divulgação e que não somente os órgãos competentes, mas também todos aqueles que praticam o esporte deveriam se organizar para difundi-lo no Estado.
"Creio que a modalidade deve ser expandida para toda a população, principalmente nas comunidades com menor poder aquisitivo, pois com essa iniciativa o esporte serviria de incentivo, afastando muitos jovens da marginalidade, e contribuiria para a formação de futuros atletas", finaliza o jovem.
Visando a consolidação do esporte no Brasil, foi fundada no Rio de Janeiro, a Liga Urbana de Basquete (LUB), que desde 2004 vem trabalhando para popularizar o basquete de rua no país. Asfilófio, o Filó, que é o presidente da LUB, utiliza o StreetBall como instrumento social e conta com o apoio de diversas empresas, levando o evento para instituições e comunidades carentes.
O projeto tem o objetivo de ampliar a modalidade e viabilizar a inclusão de jovens e adolescentes na sociedade. Filó acredita que é preciso maior patrocínio e espaço na mídia para divulgar a iniciativa em todo o país.
Conhecendo o basquete de rua
O Streetball é praticado nas ruas, as suas regras são simples e a formação dos jogadores pode ser definida sem qualquer exigência. Ao contrário do que muitos pensam, a altura, no Streetball, não é o mais importante, exige-se técnica, originalidade e improviso para se realizar uma boa berformance.
No início, a modalidade era somente um esporte para o lazer, praticado de maneira livre e sem nenhuma organização. Mas, devido o interesse de ampliar a iniciativa, priorizaram-se competições de caráter sócio-esportivo, no intuito de usá-la como elemento de transformação social.
Nos torneios mais conhecidos, costuma-se jogar com a formação de três contra três. Habilidade e entrosamento são fundamentais para que as disputas sejam equilibradas, e para quem assiste o evento, garantia de que presenciará jogadas inesperadas e enterradas sensacionais.
As principais jogadas são
Freestyle
São malabarismos com a bola.
Crossover
Principal jogada do Street, o crossover, é um corte normal, como no basquete de quadras, só que com maior impulso. A sua principal vantagem é a quebra da defesa.
Caneta
Jogada característica como no futebol. O jogador arremessa a bola entre as pernas do adversário.
Hurrycane
Passar a bola com a mão direita entre as pernas, só que por trás, até o lado esquerdo. O balanço da jogada faz com que ela pareça uma dança.
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