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40 anos de sucesso

Por Thays Leães | Sexta-feira, 31 de outubro de 2007, às 12h29

Livro que completa 40 anos retrata a alma da América Latina. (Foto: Thays Leães)

A chuva não impediu que os leitores apaixonados pela obra de Gabriel García Márquez - eles, íntimos que são, chamam apenas de "Gabo" - lotassem a sala "O Retrato", do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo. Os leitores foram ao encontro de um fã ilustre, o jornalista Ruy Carlos Ostermann e mergulharam no mundo fantástico que completa 40 anos: o livro Cem Anos de Solidão.

Lançado no ano 1967, Cem anos de solidão conta a história da cidade de Macondo e da família do seu fundador, José Arcádio Buendía, que se misturam numa saga de realismo mágico, mostrando um universo complexo e envolvente. Segurando a edição comemorativa e revisada pelo autor, Ostermann descreveu as suas impressões sobre a obra em vários aspectos. Sobre os personagens, deu destaque a Úrsula Iguarián Buendía, matriarca da família que acompanha toda a saga. "A Úrsula é a personificação da força e inteligência feminina", definiu o jornalista. Ostermann também citou a feminilidade do texto: "tem um ritmo, uma sensualidade que o torna muito feminino".

A universalidade da obra foi outro aspecto lembrado, Ostermann disse que pode abrir o livro em qualquer parte e começar a ler, que ele continuará a fazer sentido. Ele afirmou que as frases são muito bem interligadas, uma servindo de complemento a outra, numa espécie de corrente, onde cada frase faz parte de um todo mas também tem sua importância individualmente.

Após a introdução feita por Ostermann, foi aberto espaço para que todos pudessem discutir sobre Gabo e o universo que criou através de suas obras, citando livros, passagens, personagens e citações do próprio autor. O livro Cem Anos de solidão é considerado um clássico literário, que mesmo 40 anos após o lançamento continua sendo "o retrato da América Latina aos olhos de um latino-americano", como lembrou Ostermann. Questionado sobre como ele vê a América Latina daqui a 40 anos, o jornalista respondeu: "Acredito que a população será maior, mais pacífica e evoluída. O próprio Gabriel García Márquez será importante nesse processo", concluiu.

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