A Câmara do Livro e o patrono Hohlfeldt, elogiaram os resultados do evento.
(Foto: Luís Ventura/CLR)
A coletiva concedida pela organização da 53ª Feira do Livro serviu para fazer um balanço da maior feira de livros a céu aberto da América Latina. O objetivo principal foi de apontar as falhas e comemorar os números positivos do evento que faz parte da história de Porto Alegre.
A Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) e o patrono da 53ª edição, Antonio Hohlfeldt, discutiram os números apresentados em um relatório com várias pesquisas que mostram o perfil da edição de 2007. A queda de 21% na venda de livros na área infantil foi justificada pela decaída de 50% na venda das coleções infantis (livros que vêm acompanhados de CDs ou brinquedos). Outro fator que ajudou nessa diminuição foi as feiras escolares, que vendem grandes quantidades de livros durante o ano e também costumam oferecer descontos.
Sobre o número de visitantes, o presidente da CRL, Waldir da Silveira, afirmou que não há como definir exatamente quantas pessoas participaram de fato: "uma das tendas tinha um aparelho que contabilizava as pessoas que passavam por ela, mas como a Feira está em um lugar público e de grande circulação, não há como afirmar se quem passou por ali foi mesmo conferir o evento ou estava apenas a caminho do trabalho. Além disso, muitos passaram mais de uma vez naquele local, o que torna esses números muito imprecisos".
As palestras, oficinas e discussões que aconteceram durante a feira receberam avaliação positiva. A coordenadora da programação adulta, Jussara Rodrigues, afirmou que as atividades com maior participação são aquelas dirigidas a um público específico e que novamente os úmeros apontam que o público ainda tem um certo receio de participar de discussões, refletir sobre as obras: "mas nós somos teimosos e vamos continuar investindo nesse tipo de programação".
Entre a lista dos mais vendidos, como é tradicional, a literatura local está presente através de David Coimbra (Jogo de damas) e Fernando Lucchese (Confissões e conversões), Nei Lisboa (É Foch!) e Martha Medeiros (Tudo que eu queria te dizer). Os três últimos venderam mais que o livro Elite da Tropa, de Rodrigo Pimentel, um dos mais vendidos no Brasil devido ao sucesso do filme Tropa de Elite.
Hohlfeldt afirmou que a participação como patrono foi inesquecível: "eu aprendi muito durante esse tempo de feira e tenho certeza que vou levar essa experiência para o resto da minha vida". O próximo encontro na Praça da Alfândega tem data marcada: 31 de outubro de 2008. |