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A arte que vem das ruas

Por Diego Andrade | Sexta-feira, 9 de novembro de 2007, às 10h52

Crianças desenvolvem os seus talentos.
(Foto: Diego Andrade)

A Feira do Livro de Porto Alegre tem como o objetivo inserir a cultura da leitura no dia-dia da população, mas nem por isso ela se resume apenas em livros. A partir disso, está sendo realizado no espaço infantil da Feira, no Cais do Porto, o Projeto Asteróide.

Inicialmente desenvolvido pela Brigada Militar, hoje é realizado pela Câmara do Livro de Porto Alegre que utiliza os 17 dias da Feira para promover o projeto, uma vez que não conta com o apoio necessário. Segundo a coordenadora do Asteróide, a professora de História Sônia Santos, nesses 17 dias os meninos e meninas de rua da Praça da Alfândega, Mercado Público, Usina do Gasômetro e da região metropolitana são levados para desenvolverem atividades como grafite e teatro, de maneira que possam se integrar e participar da feira.

Durante o projeto, os meninos e meninas recebem alimentação, banho e todo o apoio necessário durante o evento. "A experiência de trabalhar com eles é muito gratificante, pois temos que nos inserir na realidade pessoal de cada um e procurar dar todo o apoio necessário", afirma a professora.

Os trabalhos desenvolvidos são supervisionados e os meninos e meninas recebem aulas de grafite e arte na madeira pelos colaboradores, em média são atendidas de 35 a 40 crianças. Segundo o ex-morador de rua, Luis Silva de Oliveira, que participa desde o primeiro projeto e colabora com a coleta das crianças das ruas, diz que o projeto mudou a sua vida, pois trouxe de volta a sua dignidade. As crianças deixam de usar drogas nas ruas e aprendem a fazer atividades pedagógicas e artísticas, conclui Oliveira, que atualmente trabalha na Padaria Matheus.

O projeto existe há cerca de sete anos e contou com o apoio da Seven Boys e Mcdonalds.

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