O patrono da 53ª Feira do Livro, Antonio Hohfeldt. (Foto: Márcia Dihl)
Céu azul, sol forte e muito calor marcaram o primeiro dia da 53º Feira do Livro de Porto Alegre. No começo da tarde o movimento era intenso na Praça da Alfândega, no centro da Capital e no Cais do Porto, onde está localizada a área infantil e juvenil do evento.
Neste ano a feira abriga 165 expositores livreiros inscritos - 117 na Área Geral, 31 na Área Infantil e Juvenil e 17 na Área Internacional. "O movimento esse ano está melhor do que no ano passado. Muitas escolas passaram por aqui hoje: Ivoti, Novo Hamburgo, Torres, Feliz. A criançada se diverte", revelou Lígia Feijó expositora da banca Ver e Saber há 15 anos. Quem concorda com Feijó é a estudante da quinta série, Isabela Saito, que veio de Torres para passar o dia na feira junto com a escola. Para revelar quantos livros iria comprar a resposta estava na ponta da língua: dois.
Além dos livros que aguçam a imaginação do leitor a Feira do Livro reúne pessoas das mais variadas idades, classes sociais e tribos. E, por isso os gaúchos cultivam tanto esse evento, porque se orgulham do fato de serem os campeões da leitura em todo o País. E ainda ser sede de uma das maiores feiras do mundo em espaço aberto. "Estou gostando muito de conhecer Porto Alegre. Estive em outras feiras, mas esse lugar é especial", contou o estudante argentino, Henry Hartwig.
Solenidade de abertura é marcada pela emoção
O calor não deu trégua nem no final da tarde. Às 18 horas quando começou a cerimônia de abertura da 53ª Feira do Livro dentro do Armazém B, no Teatro Sancho Pancha no Cais do Porto a sensação era de 36ºC. Mas a elevada temperatura não impediu o grande público de apreciar o belo pôr-do-sol. Muitas autoridades estavam presentes no local: o Prefeito, José Fogaça, a Secretária de Cultura, Mônica Leal - representando a governadora Yeda Crusius-, o Secretário da Cultura do Município, Sergius Gonzaga, além de outros convidados.
Embalado pelo slogan da Feira deste ano - "Todas as Emoções estão aqui" - o presidente da Câmara Rio-grandense do Livro (CRL), Waldir da Silveira, usou palavras como gratidão, desafio e esperança para ressaltar a importância do evento para o Estado. E pediu que Leal transmitisse a governadora o seu apelo: "Que ela não esqueça das palavras ditas dentro do Palácio Piratini: vamos investir na leitura, nas bibliotecas e nos leitores". Silveira concluiu afirmando que através da leitura poderemos buscar um mundo melhor.
O patrono da Feira do Livro de 2007, Antonio Hohfeldt, iniciou o seu discurso aproveitando as palavras do ex-patrono, Alcy Cheuiche: "Ocupar essa posição é o maior prêmio literário do Rio Grande do Sul". Segundo Hohfeldt o público pode conferir na Feira uma seleção dos melhores livros do Brasil, pois na opinião do patrono o número de editoras pequenas aumentou, multiplicando o número de títulos novos.
"Quanto mais próximo a criança e o jovem estiverem da cultura mais distante eles estarão da violência e do aumento da criminalidade", ressaltou Leal. A secretária de cultura contabilizou R$ 687 mil oportunizados a Feira através da Lei de Incentivo à Cultura. |