Workshop realizado no Laboratório
de Áudio do IPA durante o projeto.
(Foto: Grace do Córdova)
O projeto Música: Cultura em Movimento teve programações nos turnos da manhã, tarde e noite, desta última terça-feira, dia 13, no Centro Universitário Metodista do IPA. Estiveram presentes nas atividades, a coordenadora do projeto Marinilda Bertolete Boulay, o técnico de áudio James Onzi, o professor de comunicação Militão de Maya Ricardo e o músico e compositor Moysés Lopes.
O evento realizado no IPA teve início às 9 horas, no auditório da biblioteca, com uma palestra que contou com o professor Militão, que compõe o corpo docente do IPA e com Marinilda, que além de coordenadora do projeto, encabeça também as edições do Guia Brasileiro da Música.
Na atividade matinal, estiveram em destaque as novas tecnologias na produção musical, abordando também a questão dos sites de downloads. A relação de sites autorizados e não autorizados para se baixar músicas pela internet também foi tema da palestra.
A produção musical, na exposição de Militão e Marinilda, foi desmembrada em três etapas: pré-produção, produção e divulgação. Em cada uma dessas etapas foram abordados tópicos que caracterizam e compõe o processo produtivo musical.
No início da tarde realizou-se a segunda atividade do projeto. Nela, James Onzi, técnico de áudio da banda gaúcha Acústicos e Valvulados e proprietário da unidade sul do Colégio de Aprendizagem Moderna (CAM), promoveu um workshop sobre técnicas de produção de áudio.
Além da exposição acerca das técnicas de produção e percepções auditivas, foi produzido no workshop e também um exercício prático, conduzido pelo professor do CAM Rafael Rhoden.
Na gravação produzida no laboratório de áudio do IPA, os músicos Gustavo Poester Fetter, Luís Castro (Jaca) e Cristiane Scomazzon, executaram uma versão da música "Sampa", que foi gravada e mixada na atividade por Rhoden, em processo acompanhado passo a passo pelos participantes do workshop.
Na noite do dia 13, novamente no auditório da biblioteca do IPA, o evento foi encerrado com um debate, o qual abordou sete tópicos principais: políticas públicas de um palco em movimento, identidade e diversidade em movimento, direitos autorais e tecnologia da informação em movimento, distribuição em movimento, espaços virtuais e perenidades das feiras de música em movimento, novas criações, novas mídias em movimento e formação de novos profissionais em movimento.
O debate de encerramento teve a participação novamente de Militão, de Marinilda e de Moysés Lopes. O músico e compositor, membro do grupo musical Camerata Brasileira, utilizou-se de sua experiência própria para dissertar sobre as temáticas abordadas no debate.
"Acredito em fazer mercado para uma música e não música para um mercado", comentou o músico, referindo-se à diversidade de público e qualidade das músicas. "Para mim, 20% da produção é habilidade musical", completou ainda referindo-se às habilidades empresarias que se devem ter numa produção musical.
O debate voltou a abordar o tema desenvolvido na palestra, sobre a influência das novas tecnologias na produção musical. Em pauta estiveram os CD's, MP3, MP4 entre outros formatos que reformularam o mercado produtivo da música.
"A internet está criando elos com a nova cadeia produtiva", concluiu Marinilda, comentando sobre as novas tecnologias de produção e divulgação, que se democratizaram pela internet.
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