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O revolucionário do
cinema ainda vive

por Cissa Madalozzo | Quinta-feira, 5 de junho de 2008, às 14h48

"Sonhe como se fosse viver para sempre,
viva como se fosse morrer amanhã".
(Foto: Monroegallery)

Já se passaram 50 anos da morte do lendário e enigmático, James Dean, mas ele ainda continua somando fãs pelo mundo. Não precisa ser cinéfilo para entender o poder e a renovação que Dean fez no cinema, pois será sempre lembrado como o rebelde sem causa.

James Byron Dean, falecido em 30 de setembro, de 1955 causou e ainda causa furor em milhares de pessoas, principalmente ao público feminino. Além de ter sido um ícone de beleza, Dean é lembrado como o novo rosto do cinema moderno, usando de uma atuação própria e nada convencional para a época.
Nascido em 8 de fevereiro de 1931, em Marion na Indiana, Dean teve uma infância um tanto conturbada, perdeu sua mãe aos 9 anos de idade e foi mandado pelo pai para Indiana onde foi criado pelos tios.

Em 1949 o ator foi para Los Angeles estudar artes dramáticas, onde teve seu contato com o teatro, mas foi em Nova York que concluiu seus estudos na lendária escola dramática Actor' Studio. Nessa época já questionavam sobre sua sexualidade.

Sua carreira não chegou a ser extensa, mas foi intensa, em um dos primeiros filmes que o alavancou para o sucesso foi: 'East of Eden' - com titulo no Brasil de 'Vidas Amargas' - de Elia Kazan, que esse ao ser questionado por Montgomery Clif sobre quem seria o jovem, respondeu: "Dizem que gosta de carros de corrida e de motocicletas, garçonetes e garçons".

Apaixonado pela arte, fotografia e carros, Dean era o típico jovem que amava a vida, mas alguns questionam sobre a vida 'obscura' que levava, e afirmam que ele sofria de depressão e se sentia solitário. Constantemente, atores e amigo do seu convívio, diziam que Dean tratava alguns como uma figura paterna, esse ausente em sua vida.

Estava no auge da carreira quando ela foi interrompida de forma trágica. A caminho de uma corrida em Salinas, California, a viagem e a vida acabaram para Dean numa estrada deserta. Seu novo Porsche Spyder prateado colidiu violentamente com outro carro (um Ford) no cruzamento das estradas 41 e 466. "Ele tem que estar nos vendo", foram essas as últimas palavras de James Dean, ditas ao carona no banco ao lado - o mecânico especializado em Porsches Rolf Weutherich - antes da colisão com um carro dirigido pelo estudante universitário Donald Turnupseed.

O velocímetro do Porsche marcava 170 km por hora. Jean ia testar o carro novo em Salinas, cidade em que passou seu primeiro filme, "Vidas Amargas". O mecânico e Turnupseed sobreviveram.

Depois de sua morte, o ator Marlon Brando, com quem Dean era constantemente comparado, comentou ter sido uma perda irreparável, mas que talvez, não tivesse se consagrado um ícone que é hoje, se não fosse essa fatalidade. Vale lembrar, que havia rumores de rivalidade entre eles.

A questão maior é que esse enigmático ator, que causa fascínio e curiosidade, nunca mais nos permitirá desvendar sua vida que é rodeada de mitos. Só nos restam dúvidas, ilusões e curiosidades sobre essa marcante figura, afinal esse era James Dean.

Seus romances

Envolvia-se com jovens 'starlets', como Terry Moore e Ursula Andrews, ou figuras exóticas do show business, como a atriz Maila Nurmi, sem assumir nenhum namoro. Cultivava também relacionamentos ambíguos, tipo materno-filial, com mulheres mais experientes, como sua antiga professora Adeline Nall, sua agente Jane Deacy e as atrizes Geraldine Page, Julie Harris e Mercedes McCambridge.

Mas o mais marcante e tórrido romance de Dean foi com a atriz Italiana Pier Angeli, recém-chegada a Hollywood, que fez o filme "O Cálice Sagrado".
A mãe dela é desde o início, totalmente contra o namoro. Não suportava as maneiras, tampouco as idéias e a aparência desleixada de Dean.

Certa vez, quando perguntado sobre as perspectivas de casamento, ele respondeu furioso: "Com Miss Pizza, você quer dizer? No momento estou neurótico demais para pensar em casamento. Mas quem sabe?".

No dia 24 de novembro de 1954, Pier Angeli se casou repentinamente com o ator e cantor Vic Damone. E sobre este badalado evento social, o Hollywood Repórter assim se manifestou: "Jimmy Dean compareceu ao casamento da moça, na Igreja de St. Timothy. Permaneceu do outro lado da rua, sentado sobre a sua moto". E após esta estranha aparição não foi mais localizado por dez dias.

Pouco antes de se suicidar, ainda jovem, a atriz Pier Angeli confessava numa carta: "Eu só me apaixonei uma vez na vida, e foi por Jimmy Dean". Dizem que esse foi o seu primeiro e único amor.

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