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O brega que eu amo

por Edimar Blazina | Quarta-feira, 11 de junho de 2008, às 18h51

Elas falam de um amor doído, rasgado, contudo ganham cada vez mais ouvintes apaixonados que se identificam com esse estilo. As músicas de apelo popular, como os ritmos sertanejos, sambas e pagodes, não saem de moda nem das rádios, vencendo o olhar estranho e rejeição de alguns.

Poucas pessoas não têm uma música, seja ela clássica, popular, e até mesmo brega, que marcou uma fase ou momento de sua vida. Aquela que retrata o exato sentimento que passou, parecendo ser feita sob encomenda. É neste meio que músicas, como as de Bruno e Marrone, por exemplo, ganham espaço. "As músicas deles (Bruno e Marrone) falam da minha vida", diz Amanda Guedes, 24 anos.

A melodia é atraente, as letras são fáceis e retratam geralmente um drama de amor que qualquer um pode ter vivido, aproximando assim o cantor do público. Com frases como: "Arrebentou meu coração" e "Morrerei sem teu amor", os cantores populares concentram em suas apresentações milhares de fãs, fato que deixaria artistas mais antigos e consagrados, como Chico Buarque e João Gilberto, com uma ponta de inveja.

Apesar de serem consideradas por muitos como simples e puramente comerciais, essas músicas permanecem firmes e fortes. Acostumada desde a adolescência a ir a apresentações de cantores já há muito celebrados, Herta Ribeiro, 54, não gosta nem um pouco dos hits populares, "Acho muito cafona. As letras do Chico (Buarque) e do Ney Matogrosso, são mais elaboradas", conclui.
"A música é assim. Temos que nos identificar com ela. Apesar de não ser tão fã, gosto de algumas" relata Rafaela de Castilhos, 28, que não ouve esse estilo no dia-a-dia, mas acaba se encontrando em algumas letras. Assim a cada ano vão surgindo novos artistas repetindo a fórmula já consagrada.

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