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Elas falam de um amor doído, rasgado, contudo ganham cada vez mais ouvintes apaixonados que se identificam com esse estilo. As músicas de apelo popular, como os ritmos sertanejos, sambas e pagodes, não saem de moda nem das rádios, vencendo o olhar estranho e rejeição de alguns.
Poucas pessoas não têm uma música, seja ela clássica, popular, e até mesmo brega, que marcou uma fase ou momento de sua vida. Aquela que retrata o exato sentimento que passou, parecendo ser feita sob encomenda. É neste meio que músicas, como as de Bruno e Marrone, por exemplo, ganham espaço. "As músicas deles (Bruno e Marrone) falam da minha vida", diz Amanda Guedes, 24 anos.
A melodia é atraente, as letras são fáceis e retratam geralmente um drama de amor que qualquer um pode ter vivido, aproximando assim o cantor do público. Com frases como: "Arrebentou meu coração" e "Morrerei sem teu amor", os cantores populares concentram em suas apresentações milhares de fãs, fato que deixaria artistas mais antigos e consagrados, como Chico Buarque e João Gilberto, com uma ponta de inveja.
Apesar de serem consideradas por muitos como simples e puramente comerciais, essas músicas permanecem firmes e fortes. Acostumada desde a adolescência a ir a apresentações de cantores já há muito celebrados, Herta Ribeiro, 54, não gosta nem um pouco dos hits populares, "Acho muito cafona. As letras do Chico (Buarque) e do Ney Matogrosso, são mais elaboradas", conclui.
"A música é assim. Temos que nos identificar com ela. Apesar de não ser tão fã, gosto de algumas" relata Rafaela de Castilhos, 28, que não ouve esse estilo no dia-a-dia, mas acaba se encontrando em algumas letras. Assim a cada ano vão surgindo novos artistas repetindo a fórmula já consagrada.
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