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Unesco conhece projeto educacional no Madre Pelletier

A coordenadora geral das áreas programática e de Ciências Humanas e Sociais da Unesco, Marlova Noleto, palestrou sobre “Educação inclusiva” para professores(as) e alunos(as) do curso de Serviço Social que acontece nas dependências da Penitenciária Feminina Madre Pelletier. O convite da visita ao projeto foi feito pelos(as) professores(as) Marcos Rolim, de Serviço Social, e Simone Machado, coordenadora de Graduação do IPA.

Marlova visitou o Centro Universitário Metodista IPA nesta segunda-feira (17/09). A representante da agência especializada das Nações Unidas se reuniu com a reitora Adriana Menelli, no prédio da direção-geral, na Unidade IPA.

O programa de ensino superior para mulheres apenadas atraiu Marlova Noleto, cuja formação também foi em Serviço Social. “Esta é uma experiência talvez única no mundo e que precisa ser copiada. A idéia é construir uma relação com o IPA a partir deste projeto”. A Unesco possui o projeto “Educando para a liberdade”, que trabalha em penitenciárias com ensino fundamental e médio.

A reitora Adriana Menelli de Oliveira, enfatizou para a coordenadora da Unesco da inclusão na educação. “No início, enfrentamos muita resistência na implantação do projeto. No entanto, hoje já há uma aceitação maior por parte da sociedade”, destacou. A reitora também ressaltou que o IPA foi a primeira instituição metodista de ensino superior no Brasil a implantar um curso de Serviço Social. Marlova Noleto entregou à reitora as obras 'Marco estratégico da Unesco no Brasil', 'Patrimônio mundial no Brasil', 'Declaração universal dos direitos humanos - versão comentada', que serão encaminhadas para a biblioteca do Centro Universitário.

O curso de Serviço Social do IPA que funciona no Madre Pelletier foi implantado no primeiro semestre de 2006. É o primeiro curso superior ofertado dentro de presídio no Brasil. A proposta faz parte do Programa Institucional de Inclusão Pela Educação.

A execução do projeto é possível graças a um convênio com o governo do Estado através da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). O curso oferecido dentro do presídio é o mesmo curso dos campi IPA, com a peculiaridade de ser permitido o acesso apenas às mulheres privadas de liberdade e funcionários(as) da Susepe. O processo seletivo entre as detentas foi realizado através de vestibular, para as candidatas que já possuíam o ensino médio concluído.

A turma original era composta por 30 apenadas. Atualmente o número reduziu para 12, em virtude de que algumas das detentas tiveram regressão da pena, passando do regime fechado para o semi-aberto. As que estão no semi-aberto têm aula normal nas demais unidades do IPA.

Todo o investimento para adaptar a penitenciária ao projeto educacional foi executado com recursos da Rede Metodista de Educação do Sul. Houve a reforma de uma galeria do presídio para a construção de um laboratório de informática, duas salas de aula e uma biblioteca. Os(As) alunos(as) do programa têm bolsas integrais de estudo.

Ampliação do convênio

Segundo o professor Marcos Rolim, o IPA está em fase de discussão para renovar e ampliar o convênio com o governo do Estado. “Estamos estudando a possibilidade da abertura de mais um curso superior a ser implantado em moldes semelhantes, no Presídio Central”, explicou.

Também estiveram presentes na audiência o pró-reitor acadêmico, Francisco Cetrulo, o pastor Flávio Artigas, da Pastoral Educacional e a assessora técnica do escritório da Unesco no Rio Grande do Sul, Cíntia Bonder.

Jornalista responsável: Gerson Brisolara
Fotos: Tiago Dias

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